quinta-feira, 7 de abril de 2011

Imóvel econômico lidera mercado no interior de SP


Estudo do Secovi analisa desempenho em Campinas, Jundiaí, São José do Rio Preto, Sorocaba e Bauru.

São Paulo – Nos últimos três anos, os imóveis com dois dormitórios, sem elevador; e com dois dormitórios, tipo econômico lideraram os lançamentos no interior de São Paulo, de acordo com o Estudo do Mercado Imobiliário do Interior, encomendado pelo Sindicato da Habitação em São Paulo (Secovi/SP). De acordo com a entidade, a tendência pode ter sido motivada pelas facilidades na concessão de crédito imobiliário, o programa Minha Casa, Minha Vida e o aumento da renda das famílias das classes C e D.

O levantamento, elaborado por Robert Michel Zarif Assessoria Econômica, em parceria com a vice-presidência do Interior e o departamento de Economia e Estatística do Secovi/SP, contemplou empreendimentos residenciais verticais. A pesquisa foi realizada nos municípios de São José do Rio Preto (período janeiro de 2007 a maio de 2010), Campinas (fevereiro de 2007 a julho de 2010), Sorocaba (julho de 2007 a setembro de 2010), Jundiaí (abril de 2007 a novembro de 2010) e Bauru (janeiro de 2004 a janeiro de 2011).

Nos períodos analisados, os lançamentos dos imóveis econômicos com dois dormitórios totalizaram 47,1% em São José do Rio Preto (1.556 unidades); 42,2% em Campinas (8.358 unidades); 57,2% em Sorocaba (5.740 unidades); 33,8% em Jundiaí (3.744 unidades); e 42,4% em Bauru (2.033 unidades).

Unidades de 46 m² a 65 m² representaram o maior número de lançamentos e vendas, com exceção para São José do Rio Preto, onde foi registrado número superior de lançamentos que ofertaram unidades com até 45 m².

O valor do m2 dos imóveis situou entre R$ 2 mil a R$ 2,3 mil, de acordo com o município, sendo em Campinas o mais elevado; e Sorocaba e São José do Rio Preto o mais baixo. Nos segmentos tradicionais, o preço oscilou entre R$ 2,4 mil a R$ 4,9 mil, de acordo com o município, localização e padrão.

O número de lançamentos nos períodos analisados soma 3.298 unidades em São José do Rio Preto; 19.773 unidades em Campinas; 10.039 unidades em Sorocaba; 11.066 unidades em Jundiaí; e 4.799 unidades em Bauru.

Tendências do mercado imobiliário nacional – Em 2011, conforme estimativa do Secovi/SP, no mercado imobiliário nacional devem permanecer estáveis os lançamentos e as vendas de imóveis de luxo, bem como daqueles voltados para a classe média alta.

O Secovi/SP estima também que unidades populares manterão destaque, porém haverá necessidade de maior agilidade na liberação do crédito. Para conquistar este perfil de clientela, o sindicato é de opinião que as empresas devem implementar novas tecnologias construtivas, e criar estratégias diferenciadas de marketing.

O crédito e o novo modelo de urbe – Ainda, o sindicato patronal do setor prevê volume de crédito imobiliário superior a R$ 65 bilhões, originados em recursos da caderneta, através do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

A fim de atender ao volume crescente de financiamentos, “o segmento continuará a pleitear a racionalização da análise de processos nos municípios, com informatização e transparência; a integração dos procedimentos burocráticos das três esferas de governo, com eliminação de duplicidade – especialmente no meio ambiente”, pleiteia o Secovi/SP.

São também pleiteados: “a formação de comitês de avaliação dos procedimentos burocráticos com representantes do governo e da iniciativa privada; a modernização adequada da fiscalização, com atuação rápida e transparente; e o aperfeiçoamento do contexto jurídico, para dar maior segurança a todos, com redução de custos”.

“Nos próximos 12 anos – avalia o sindicato, o Brasil vai precisar de 900 milhões de metros quadrados de terrenos urbanos para construir algo em torno de 24 milhões de moradias, conforme prognóstico do Construbusiness Fiesp 2010. Para suprir tal demanda, será necessário um reposicionamento geral dos conceitos das políticas de desenvolvimento urbano, até então alicerçadas na defesa intransigente do espraiamento das cidades, em oposição ao adensamento”.

A solução para os novos tempos, opina o Secovi SP/S, são as “cidades compactas, com trabalho, moradia e lazer próximos, solucionando, em boa parte, os problemas de mobilidade, modelo adotado mundialmente. O estabelecimento de boas regras de ocupação urbana – compacta e sustentável – é a forma de manter o sucesso das políticas de desenvolvimento imobiliário e das cidades”, finaliza a entidade.

O que é uma boa Administração de locação

Muitos corretores de imóveis não gostam da administração de imóveis, mas podem ter certeza que é uma fatia do mercado imobiliário muito interessante e lucrativa.

Não tem o retorno financeiro de imediato, como uma venda, mas a longo prazo é um bom negócio.

Interessante por fazer grande amizade entre os proprietários dos imóveis administrados que no decorrer do tempo tornam-se amigos, compartilhando bons e maus momentos. E o mais gratificante, apresentando outras pessoas que se transformam em grandes clientes de administração e venda.

Lucrativo do ponto de vista de poder contar todos os meses com aquela receita; fazer planejamento dentro do seu próprio escritório; gerar empregos e garantia de estabilidade a seus colaboradores e em momento de crise no setor de venda; garantir o pagamento de todas as despesas dentro da sua imobiliária.

O que é preciso para ser um bom administrador?

- Honestidade ao receber o imóvel para administrar; ter consciência e obrigação de fazer sempre o melhor para o proprietário e ao receber o aluguel repassar imediatamente ao locador, tirando a sua porcentagem.

- Avaliação Correta dentro dos parâmetros de mercado, verificar o real estado do imóvel, aconselhar ao proprietário, que ao entregar o imóvel para locação, deve estar o mesmo em perfeito estado.

- Pesquisar o Locatário verificando a idoneidade do interessado e seu fiador, dando opção de apresentar outras garantias, sempre analisando quanto a rapidez na retomada do imóvel e pagamento do valor devido.

- Elaboração do Contrato com todas as garantias para locador e locatário.

- Informática – Ter dentro do seu escritório um sistema bem alinhado a TI (Tecnologia da Informação), permitindo armazenamento, o acesso e o uso da informação através dos recursos de computação.

- Orientação Jurídica – As leis mudam e é necessário, esclarecer e tirar dúvidas, sobre assuntos relacionados ao contrato de locação, quando solicitado, acima de tudo, manter-se sempre atualizado.

Estamos no mercado há 104 anos e administração de locação é a principal atividade atualmente, de nosso escritório, aconselho a todos que tenham imobiliária, a seguir nosso caminho.


(Aida Maria Costa Marques, vice-presidente do Sciesp e curadora do Museu da Intermediação Imobiliária)

Lei garante desconto na compra do primeiro imóvel

Mutuário que comprar pelo sistema Financeiro de Habitação terá 50% de desconto com as despesas de cartório


Foto: Reprodução TV Globo

Uma lei de 1981 vai passar a valer, na prática, a partir de agora. O mutuário que comprar o primeiro imóvel pelo Sistema Financeiro de Habitação vai ter desconto de 50% nas despesas de registro nos cartórios. O convênio foi assinado entre a Caixa Econômica Federal e a Corregedoria Geral de Justiça de Pernambuco. 

A iniciativa vai permitir que um direito assegurado há 30 anos para quem compra o primeiro imóvel financiado pelo Sistema Financeiro de Habitação passe a valer na prática. A Lei dos Registros Públicos garante ao consumidor o desconto nos custos de escrituração cobrados pelos cartórios.

Uma simulação feita pela Corregedoria Geral de Justiça mostra que na compra financiada de um imóvel no valor de R$ 200 mil, o consumidor teria uma economia de R$ 823,64.

O corregedor geral de Justiça, Bartolomeu Bueno, explicou que há punição e multa para o cartório que não cumprir a lei. “Caso haja uma reclamação na Corregedoria o cartório será obrigado a devolver o que ele cobrou a mais em triplo, além de receber uma multa que vai até dez salários mínimos.”

Caberá à Caixa Econômica Federal emitir, de graça, a declaração de que de fato se trata do primeiro imóvel do cliente. “Tão logo concluído o processo de análise da contratação e no momento da assinatura do contrato ele recebe, então, a declaração e leva ao cartório para agilização do processo de registro da escritura e redução de custo”, explicou o superintendente da Caixa Econômica no Recife.

Fonte: pe360graus.globo.com

BNDES vai reduzir em R$ 30 bi financiamentos em 2011

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse nesta terça-feira, 5, que a instituição deverá reduzir a concessão de financiamentos neste ano em cerca de R$ 30 bilhões ante os volumes liberados em 2010. Durante evento na Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), em São Paulo, ele destacou ainda que a liberação de recursos neste ano deve ficar próxima ao registrado no ano passado, que foi de cerca de R$ 144 bilhões.
Em conversas nos bastidores após palestra, Coutinho destacou que a redução de R$ 30 bilhões nos financiamentos está ligada à exclusão dos recursos repassados pelo banco oficial à Petrobrás no ano passado, no processo que culminou na capitalização da estatal. "Contudo, não podemos reduzir financiamentos de forma radical", comentou. Em palestras recentes, Coutinho afirmou que a redução abrupta da concessão de recursos para projetos de longo prazo penalizaria as empresas, pois os custos financeiros para captação de empréstimos de outras fontes subiriam expressivamente.
O presidente do BNDES disse ainda que o objetivo do banco oficial a partir de agora "é dar espaço ao setor privado" nas operações de financiamento de projetos de longo prazo. "O sucesso do BNDES neste ano será medido pela ampliação do processo de ''crowding in'' na economia", disse. Na literatura econômica, "crowding in" é a capacidade do Estado de estimular e reter as empresas privadas para produzir e gerar investimentos na economia.
Em manifestações recentes, Coutinho disse que o BNDES deseja diminuir sua participação relativa na concessão de empréstimos para empreendimentos de longa maturação no Brasil. Ele ressaltou que neste ano os desembolsos no primeiro trimestre ficaram ligeiramente inferiores aos realizados no mesmo período do ano passado.
Inflação
Coutinho afirmou ainda que o desafio do governo é "enfrentar choque de preços vindo de fora", em um mercado interno que já está aquecido, "sem gerar recessão". Segundo ele, "a política econômica visa a calibrar moderação da demanda agregada" a fim de evitar pressões para a inflação. "O governo está comprometido com a estabilidade de preços no médio e longo prazo. É importante conter a inflação, mas também viabilizar o crescimento dos investimentos."
O presidente do BNDES afirmou ainda que os investimentos no Brasil manterão uma velocidade de expansão bem maior que a do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011. Segundo ele, "os investimentos devem crescer entre 8% e 10% neste ano, enquanto o PIB deve subir perto de 4%". De acordo com Coutinho, um dos instrumentos importantes para a ampliação dos investimentos no País é o fortalecimento do mercado de capitais. Segundo ele, o banco oficial está disposto a dar suporte de até 20% na emissão de debêntures de longo prazo, cujas normas foram criadas recentemente pelo governo.
Fonte: O Estadão.

FMI alerta para riscos de atuação do governo no financiamento imobiliário

A participação dos governos no financiamento imobiliário deve ser analisada "mais a fundo" pelos países para evitar consequências indesejadas e afastar o risco de futuras bolhas no setor, diz um documento divulgado nesta quarta-feira pelo FMI (Fundo Monetário Internacional).
Segundo um capítulo do Global Financial Stability Report (Relatório sobre a Estabilidade Financeira Global, em tradução livre) antecipado pelo FMI, análises empíricas demonstram "o impacto considerável que a participação do governo no período anterior à recente crise mundial teve na estabilidade financeira". O relatório completo será lançado na próxima semana, durante a reunião de primavera do FMI e do Banco Mundial, em Washington.
O estudo analisou sistemas de financiamento imobiliário em países emergentes e avançados e afirma que há uma correlação próxima entre crescimento rápido de crédito hipotecário e altas bruscas nos preços dos imóveis.
Segundo o FMI, a participação dos governos "exacerbou as flutuações dos preços dos imóveis e amplificou o crescimento do crédito hipotecário no período que antecedeu a crise recente", particularmente em alguns países avançados.
"Na média, países com maior envolvimento do governo também vivenciaram declínios mais profundos nos preços imobiliários" diz o texto.
O FMI diz ainda que as autoridades devem focar sua atenção na saúde das atividades de origem de hipotecas, incentivando o fortalecimento da gestão de risco, melhores condições de origem de empréstimos e uma supervisão eficaz.
De acordo com o relatório, países emergentes que buscam estabelecer novos sistemas de financiamento imobiliário devem focar sua atenção no estabelecimento de regulação sólida, supervisão eficaz e maior transparência. "Agências de qualificação de crédito que ajudam a informar aos clientes sobre as características dos riscos dos produtos hipotecários também cumprem uma função importante", diz o texto.
Estados Unidos
O documento traz ainda recomendações específicas para o sistema de financiamento imobiliários dos Estados Unidos - foi no setor imobiliário americano que se originou a crise mundial de 2008.
O FMI diz que uma reforma no setor proposta recentemente pelo governo americano deve "preencher alguns vazios nos marcos de regulação, supervisão e proteção do consumidor".
O relatório afirma que as reformas, entre elas uma melhor definição e mais transparência a respeito da participação do governo no mercado imobiliário, teriam um "importante efeito positivo" no sistema financeiro dos Estados Unidos e também um impacto sobre a estabilidade financeira mundial.
Em outro capítulo antecipado nesta quarta-feira, o FMI afirma que os países devem fazer mais para desenvolver técnicas para medir e mitigar riscos de liquidez sistêmicos - que estiveram no centro da recente crise econômica mundial, quando bancos centrais foram obrigados a injetar bilhões de dólares para resgatar instituições financeiras.
"Uma prioridade deve ser criar mecanismos de avaliação sobre a maneira como as decisões de gestão da liquidez de uma instituição poderiam prejudicar o resto do sistema financeiro", diz o texto. "Assim, essas instituições financeiras poderiam assumir uma maior parte da carga que geram para os bancos centrais e governos."
Entre as medidas sugeridas pelo documento está a adoção de impostos ou taxas. "Mas uma ferramenta desse tipo pressupões que as autoridades responsáveis pelas políticas contem com uma metodologia sólida para medir o risco de liquidez sistêmico e a contribuição de cada instituição a esse risco. Um problema observado até agora tem sido a carência de análises sobre como medir o risco de liquidez sistêmico e o grau em que cada instituição contribui a esse risco", afirma.
O documento sugere ferramentas para não apenas medir esse grau, mas também usar essa informação para determinar indiretamente o preço da assistência de liquidez que uma instituição receberá do banco central.
"Ao determinar o preço adequado dessa assistência se ajudaria a reduzir a magnitude do apoio que um banco central deveria emprestar em um período de tensão e garantir que os déficits de liquidez sistêmicos não se convertam em problemas de solvência de grande escala e que não prejudiquem a intermediação financeira e a economia real", diz o texto.
Fonte: BBC Brasil

segunda-feira, 14 de março de 2011

Imóvel: um excelente investimento


Com 35 anos de experiência no mercado imobiliário, Claudio Sandri assegura que não é mito, mas um fato: a compra de um imóvel é um dos melhores investimentos que uma pessoa pode fazer.


"É um bem que ninguém pode tirar, além de se tornar uma herança para as futuras gerações. É um patrimônio seguro e em constante valorização", afirma.

O economista Neio Lucio Perez Gualda explica que o imóvel é um bem, cujo valor não está sujeito a ser corroído pela inflação. "O imóvel tem valor intrínseco e não está exposto a modismo. É um bem real e tangível que sem- pre terá o seu valor preservado".

Ele acrescenta que como vivemos em um País capitalista será sempre um bom investimento a compra de um imóvel. "A legislação nos países capitalistas é sempre muito cuidadosa no que se refere ao direito do imóvel, portanto dificilmente poderá ser retirado", comenta.

Outra vantagem é que, dependendo da localização do imóvel, o mesmo poderá ser valorizado devido ao forte processo de expansão das cidades. Segundo o Secovi, a valorização média de imóveis em Maringá, em 2010, foi de 24,4%, o maior índice do Paraná.

Fonte: O Diario

O estranho PIB e a construção



Por Jorge Luiz Oliveira de Almeida*
Depois da divulgação do PIB da construção civil pelo  IBGE, houve incômodo entre aqueles que vêm acompanhando a imprensa divulgar, quase que diariamente, que o setor anda a mil

A recente divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) trimestral da construção civil pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) causou estranhamento naqueles que vêm acompanhando a imprensa divulgar, quase que diariamente, que o setor anda a mil. Conforme o Instituto, a construção registrou queda de 8,4% no terceiro trimestre em comparação ao mesmo período de 2008, acumulando no ano uma retração de 9,1% em suas atividades. O problema é que a maioria dos brasileiros é leiga em relação à metodologia que o IBGE usa para calcular seus dados. É aí que está o xis da questão. 

As estimativas do PIB trimestral do setor são realizadas com base na produção de materiais de construção, que, de fato, apresentou queda bastante acentuada. De janeiro a outubro deste ano, a produção desses insumos, segundo a Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, sofreu redução de 9,3%. Devido à crise econômica, essa produção não acompanhou o desempenho das construtoras. O comércio e as empresas de construção, de uma forma geral, tinham estoques elevados. Afinal, o mercado estava em expansão. A instabilidade trouxe uma forte queda nas vendas das indústrias e na produção de insumos. Além dos estoques elevados, muitas famílias adiaram ou até mesmo cancelaram seus projetos de construir e reformar. 

Os números do PIB trimestral, portanto, não estão retratando a recuperação das atividades vivenciadas pelas construtoras este ano. Quando o IBGE calcular as outras variáveis - o valor adicionado pelas empresas e o consumo de materiais pelas famílias, o desempenho poderá ser outro, inclusive muito mais expressivo. 

Nesse contexto, deve-se destacar o aumento de 10,9% no estoque de trabalhadores formais no setor no ano, significando a geração de novas vagas e isso, por si só, já é um reflexo de desempenho de atividade. O consumo de cimento registrou retração de 0,72% nos primeiros nove meses deste ano em relação ao mesmo período de 2008, o que pode indicar que o ritmo das obras manteve-se relativamente estável. 

Mas, mesmo com essa recuperação observada no transcorrer do ano, o desempenho final da construção este ano ficará longe da média dos últimos cinco anos, quando cresceu a uma taxa média de 5,20%. De acordo com estimativas da FGV Projetos, a expansão setorial deste ano será de cerca de 1%. 

Hoje, o cenário da construção é de um processo de recuperação e fortalecimento de suas atividades. Alguns segmentos conseguiram melhor desempenho: o mercado imobiliário da capital mineira, por exemplo, superou o mau tempo da economia e alcançou resultados expressivos. As vendas de apartamentos em Belo Horizonte cresceram acima de 30%. 

Isso mostra que as nuvens cinzentas foram se dissipando no transcorrer do ano. O programa Minha casa, minha vida certamente foi uma grande injeção de ânimo para o setor. Apesar de direcionado para segmentos específicos, trouxe maior confiança ao mercado. A redução do IPI para alguns materiais de construção também pode ter contribuído para incrementar as atividades da cadeia produtiva. 

Assim, as perspectivas para os próximos meses são bastante positivas. Nesse contexto, é importante destacar o papel da construção no processo de recuperação das atividades econômicas do país no momento pós-crise internacional. Vale lembrar que a sua cadeia produtiva, em nível nacional, representa 9,2% do PIB e é responsável pela ocupação de mais de 10 milhões de pessoas. Sem dúvida, a construção ajudou a economia nacional a voltar a caminhar, mesmo que a passos lentos. 

A geração de vagas formais, os sucessivos aumentos da produção industrial, a alta nas vendas do comércio varejista, a volta da confiança de consumidores e empresários e o incremento do crédito fortalecem as esperanças e geram novo alento, dando um novo horizonte para as empresas. 

Outro ponto a ser destacado: a realização da Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas 2016 apresentam-se como janelas de oportunidades não só para a construção, mas para o Brasil. Afinal, a nossa carência de infraestrutura é evidente e com esses eventos poderá melhorar. Assim, é importante observar que a estrada que se aproxima não é sombria e que a construção civil será uma forte luz para iluminá-la. 

* Diretor de Comunicação do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG)